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DANÇAS E MÚSICAS: RASQUEADO - Nascido da convivência entre negros, índios e brancos, o rasqueado é hoje o ritmo folclórico símbolo de Mato Grosso. Tocado em festas populares, tem ritmo alegre. Tocado originalmente apenas na viola-de-cocho, foi ganhando novos instrumentos ao longo do tempo, principalmente com a chegada dos paraguaios, que ficaram prisioneiros logo após a Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870). São várias as definições para o rasqueado. Tem aquele que diz que: “O rasqueado é um estilo de música e dança regional do Centro-Oeste brasileiro, localiza a capital do Estado de Mato Grosso, Cuiabá”. Tem aqueles que dizem que o rasqueado é “arrastar as unhas ou um só polegar sobre as cordas sem as pontear”. Mais um esclarecimento ou definição sobre o rasqueado: “O rasqueado cuiabano (assim conhecido por ser mais executado em Cuiabá, a capital do Estado) é a música popular mato-grossense que tem as suas origens nos ritmos que formaram a música popular brasileira” (ARRUDA, 2007, p. 21). O rasqueado é formado por três ritmos que estão na base da formação do povo brasileiro, ou seja, o negro, o índio e o europeu. A princípio, o rasqueado estava restrito às classes mais populares. Somente na segunda metade do século XX é que passou a ser aceito pela elite e ganhou os bailes e até festas de santo. Uma lei aprovada pela Assembléia Legislativa em 200 transformou o ritmo no símbolo de Mato Grosso, juntando-se ao siriri, cururu e outros ritmos trazidos por mineiros, nordestinos e sulistas para formar o mosaico musical do Estado. (Fonte: LAURISTELA, 2011, p. 94-107) MOCHO - Espécie de banco de madeira, cujo assento é feito com couro cru, que é recortado e molhado ao ser pregado sobre o branco. É percutido com duas baquetas de madeira de aproximadamente “um palmo e meio” de comprimento. Pode-se usar o mocho pendurado no pescoço ou, se for de tamanho maior, colocado no chão e tocado por uma ou até duas pessoas, ao mesmo tempo. Na falta do mocho, usa-se uma bruaca (saco ou mal de couro cru, para transporte de objetos e mercadorias sobre animais) ou um couro inteiro de boi, enrolado, no qual se bate com dois pedaços de madeira. Até mesmo uma caixa de madeira pode ser usada para a percussão, na falta do instrumento. Esse instrumento era muito usado nas casas dos cuiabanos. Ou melhor, não era um instrumento, era sim, uma espécie de cadeira para acomodar os visitantes. (Fonte: LAURISTELA, 2011, p. 108) GANZÁ - Na escola de samba falam que é o reco-reco, mas em Mato Grosso, nas festas e danças tradicionais de cururu e siriri, ele é conhecido como “ganzá”. Ele é feito com bambu e tem três rachaduras, buracos ou cortes na vara de bambu no sentido longitudinal, ou seja, horizontal à ponta. Estas servem para que o som não se torne abafado. Por fim, utiliza-se um pedaço de osso (costela bovina) para raspar a taboca e obter assim o som. (Fonte: LAURISTELA, 2011, p. 109) VIOLA-DE-COCHO - Instrumento tipicamente mato-grossense, é utilizado nas tradicionais festas, onde há dança de cururu e siriri, tanto na capital como nas regiões ribeirinhas e pantaneiras. Confeccionada artesanalmente, a partir de um tronco de madeira inteiria, ainda verde, é esculpida no formato de uma viola que é escavada no corpo até que suas paredes fiquem bem finas, obtendo-se assim o cocho propriamente dito. As primeiras violas-de-cocho tinham suas cordas feitas de tripa de macaco, ouriço ou da película de folha de tucum, o que tornava o som diferente; hoje em dia, elas já são feitas de cordas de nylon por motivos ambientais. A cola usada era da bolsa respiratória pulmonar de peixes, como pintado, jaú e piranha. Sua ressonância, que varia entre maior ou menor, de acordar com a música a ser tocada, depende da espessura das paredes de tampo. As violas geralmente medem 70 cm de comprimento. São usadas tanto no cururu quanto no siriri e até em qualquer outro tipo de música. (Fonte: LAURISTELA, 2011, p. 110-111) SIRIRI E CURURU - As roupas são coloridas e o agito das saias das moças confirma a alegria embutida na dança do siriri – uma das manifestações folclóricas típicas da região pantaneira, que invade os palcos e resgata a identidade deste povo. Mulheres de um lado, homens do outro. No encontro de ambos, o replicar do cotidiano de um povo acostumado a valorizar a tradição, passada de geração para geração. Ao siriri, se junta o cururu (apresentado apenas por homens), ambos tocados com instrumentos típicos, como a viola-de-cocho e o ganzá e acompanhados pelo ritmo das palmas. A origem é indígena e, ao longo dos anos, o siriri e o cururu ficaram restritos às comunidades ribeirinhas. Há 15 anos, ganharam os palcos e se espalharam por todos os segmentos sociais. Os grupos se proliferaram e, hoje, participam do Festival de Siriri e Cururu, realizado em Cuiabá e que atrai grande número de visitantes. Com um lenço preso entre os dedos da mão direita ou sem ele, revoluteia no meio daquele círculo imóvel, geralmente no terreiro da casa, cantando e fazendo os mais variados requebros. O cururu, para alguns estudiosos da matéria, é uma dança originária de São Paulo, mas para outros é uma dança folclórica regional típica da região Centro-Oeste. Há várias linhas para a origem do cururu. Existem aqueles que falam do cururu como uma dança de origem tupi-guarani com função ritualística. A origem do nome também é controversa. Há duas teorias: uma, que diz que vem de “caruru”, uma planta que era cozida com o feijão servido antes do início das orações e da dança; e outra que remete a origem ao sapo-cururu. Na dança do siriri, as mulheres remexem as saias, sempre com um sorriso no rosto. Os homens batem o pé no chão e fazem a corte. A expressão corporal e a coreografia transmitem o respeito e o culto à amizade, por isso é conhecido como dança mensagem. É praticada por crianças, homens e mulheres. Já o cururu é tocado apenas por homens vestidos com suas melhores roupas e que fazem improvisações e repentes para cortejar as moças. O ponto alto da apresentação é o momento em que o Divino “pousa”, quando o cururueiro (ou canturião) canta e saúda a sua chegada. O cururu, atualmente, no Centro-Oeste ainda é dançado nas festas do Divino e de São Benedito. Em São Paulo, ele é mais um desafio de violeiros. São usados a viola-de-cocho, o reco-reco e o ganzá. Nos desafios, cada violeiro desafia o outro, como um repentista. O tempo é marcado pela viola e pelo público, que acompanha cada verso e resposta. Apesar de parecem profanos, o siriri e o cururu estão presentes em festas religiosas, como a de São Gonçalo e a de São Benedito. (Fonte: LAURISTELA, 2011, p. 112-157) DANÇAS E RITUAIS INDÍGENAS - Em Mato Grosso as maiores expressões de arte entre as comunidades indígenas se dão em forma de músicas e danças. Todo o processo é conhecido como Rituais. A cultura local é vivificada mantida e preservada, e muitas vezes repassada de geração a geração através dos rituais. No Brasil, depois de 500 anos do descobrimento, ainda restam pouco mais de 215 nações indígenas e 170 línguas diferentes. No Alto Xingu, onde está localizado o maior parque nacional indígena demarcado do país, vivem hoje 16 etnias. Ao contrário das celebrações do homem branco, nas aldeias são momentos de gratidão e de venerar seu Deus. As danças são realizadas com fins específicos, como casamentos, batizados, gratidão pela boa colheita, e luto, como é o caso do Kuarup, o maior e mais importante ritual indígena do Alto Xingu. O Kuarup é hoje uma das maiores festas tradicionais indígenas. É uma reverência aos mortos ilustres da aldeã depois de um ano de luto. Representados por trocos de uma árvor sagrada chamada Kam’ywá, é uma cerimônia dos índios do Alto Xingu, em Mato Grosso. O ritual do Kuarup dura sempre dois dias, o primeiro de lamúrias, lamentações, choros e despedidas. Os índios, com muita dança e canto, colocam os troncos em frente ao local onde os corpos dos homenageados estão enterrados. Os filhos, filhas, esposas e irmãos choram o ente perdido e enfeitam o tronco que simboliza o espírito que se foi. Os troncos são pintados com tinta de jenipapo e envolto com faixas de linhas amarelas e vermelhas. Sobre o tronco enfeitado são colocados objetos pessoais do homenageado, como o cocar de penas de gavião, o colar feito de conchas, a faixa de miçangas usada na cintura e outros objetos. Cada morto é representado por um tronco de árvore. Durante toda a noite, os familiares choram por seus entes queridos. No meio da noite fria, índios visitantes que estão acampados fora da aldeia vêm até o centro dela buscar tochas num lindo ritual do fogo, que será usado para aquecer a madrugada. Esse ritual do choro dura a noite toda. Quando o sol vem raiando, encerra-se o choro, e na manhã de domingo, começa a luta “huka-huka”, uma demonstração de força e vigor entre jovens e adultos. Somente os homens participam da luta, os donos da casa, desafiam os visitantes. A luta dura a manhã inteira; antes do meio-dia, os troncos de madeira são jogados no rio, e dali por diante nunca mais os nomes dos mortos serão pronunciados na aldeia, para que eles descansem em paz. (Fonte: LAURISTELA, 2011, p. 159-181) CAVALHADA - Uma das mais antigas manifestações culturais de Mato Grosso é a cavalhada, festa realizada em Poconé (100km de Cuiabá). A cidade é porta de entrada para o pantanal mato-grossense e sua população se divide em duas cores (vermelha e azul) no período da realização da festa, que reproduz a batalha épica entre mouros e cristãos na Península Ibérica (atual Portugal e Espanha) durante a Idade Média. Para Luis da Câmara Cascudo, no seu “Dicionário do Folclore Brasileiro”, a “Cavalhada é uma demonstração da força do folclore mato-grossense, apesar de ser difundida em outros estados brasileiros, foi trazida há séculos por imigrantes europeus, permanecendo entre nós até os dias de hoje, sendo especialmente difundida na cidade de Poconé, rica em cultos às tradições”. O som do instrumento de percussão conhecido como “caixa”, que se soma ao trote dos cavalos e o tilintar dos guizos, dita o ritmo da batalha. Cavalos e cavaleiros são ricamente paramentados com as cores de cada um dos exércitos. No centro da batalha está a disputa pela rainha, seqüestrada pelos mouros e resgatada pelos cristãos. Final feliz e comemorado por todos. Foi a Igreja que promoveu as cavalhadas, luta entre cristãos e mouros, dramatizadas com grandes festejos e difundidas entre senhores da terra, os fazendeiros, que apresentavam os animais enfeitados, numa festa de sedas e veludos. É o que conta diferentes livros de história e folclore. Em Mato Grosso, Poconé é a cidade que melhor representa a cavalhada. Embora, atualmente, as cavalhadas que se realizam no Brasil nem sempre se ajustam às regras da cavalaria clássica, e nem conservam o esplendo de outrora, dizem alguns estudiosos da festa e dança. De acordo com Rubens de Mendonça, em seu “Roteiro Histórico e Sentimental da Vila Real do Bom Jesus de Cuiabá”, a cavalhada foi realizada pela primeira vez em 20 de julho de 169, em Cuiabá, na comemoração pela chegada do Capitão-General e 3º Governador da Capitania de Mato Grosso, Luís Pinto de Souza Coutinho. Foram três tardes de cavalhadas, em que participaram as pessoas da nobreza. Provavelmente foram realizadas no largo da mandioca. Segundo Raul Soeiro “os desfiles de cavaleiros, ou cavalhada, em festividades oficiais são antigos, pois já os romanos no início da era cristã tornaram-nos habituais, a celebração de seus triunfos militares e em suas festividades pagãs.” A encenação é realizada durante a semana em que acontecem os festejos de São Benedito (em julho) e atrai visitantes de toda a região, aquecendo a economia do município e perpetuando uma das mais importantes tradições do povo pantaneiro. DANÇA DOS MASCARADOS - É uma dança folclórica regional típica da cidade de Poconé, região pantaneira de Mato Grosso. Sua origem, controversa, está ligada a misturas tanto da contradança européia — influência dos colonizadores espanhóis e portugueses — quanto das tradições indígenas locais com ritmos negros. É parte das comemorações da Festa do Divino Espírito Santo e de São Benedito. A dança é executada exclusivamente por homens, em pares de 8 a 14 pessoas. Os trajes masculinos representam os galãs e os trajes femininos representam as damas. O marcante tem a função de conduzir a dança, e os balizas de segurar o mastro com fitas coloridas e a bandeira de São Benedito. DANÇA DO CONGO - Dedicada a São Benedito, a Dança do Congo ou Congada é de origem autenticamente africana. Em Mato Grosso, é uma manifestação que ocorre tradicionalmente em duas cidades: Vila Bela da Santíssima Trindade e Nossa Senhora do Livramento. Em Vila Bela, primeira capital de Mato Grosso, a Dança do Congo representa a resistência dos negros que continuaram na região, após a transferência da capital para Cuiabá, em 1835. Faz parte da festa de São Benedito, que ocorre sempre no mês de julho, em uma segunda-feira, quando comemoram o dia do santo negro. A Dança do Congo é a dramatização de uma luta simbólica travada entre dois reinados africanos. O Embaixador de um outro reino pede ao Rei do Congo a mão de sua filha em casamento; o Rei rejeita o pedido e, então, o Embaixador declara guerra ao Rei do Congo. O motivo da negativa teria sido que o Rei do Congo desconfiava que o Embaixador queria fazer uma traição ao reinado: após o casamento, ele tomaria o poder, possivelmente, matando o Rei, o Secretário e o Príncipe, ficando com a coroa. Em uma outra versão, o Embaixador é o mensageiro do Rei de Bamba, que manda pedir a mão da Princesa em casamento. Os personagens do reinado do Congo são o Rei, o Príncipe e o Secretário de guerra; do reino adversário aparecem o Embaixador e soldados. A nobreza usa mantos, coroas e bastões coloridos e ornamentados com flores, como instrumentos; o Príncipe e o Secretário de Guerra vestem também saiote com armação de arame e peitoral em forma de coração como escudo. Os soldados usam espadas, capacetes com pena de ema, flores e fitas, e o cantil que contém bebida chamada “Kanjinjim”, feita à base de cachaça, gengibre, canela, cravo e mel que serve para estimular os dançantes. As flores na indumentária servem para reverenciar São Benedito; como os personagens não podem ficar próximos ao oratório do santo, durante a dança, onde colocariam suas flores para promessa, eles arrumam um lugar no capacete, e as fitas representam o próprio oratório. A movimentação da Dança do Congo é a caracterização da marcha dos soldados; o pulso vertical dos corpos, os movimentos dos braços com as espadas e o ritmo dos pés, dançando ou caminhando, remetem à marcha. A dança ocorre pela cidade toda, onde os participantes cantam e marcham ao som do ganzá, bumbo e cavaquinho que são tocados pelos músicos-soldados. Os dançantes têm por função também proteger os festeiros, que são o Rei, a Rainha, o Juiz e a Juíza, que carregam objetos sagrados, e ainda as promesseiras que acompanham o cortejo levando flores em homenagem a São Benedito. BOI-À-SERRA - Em várias regiões do Brasil encontramos manifestações folclóricas que falam sobre a vida e a morte de bois bravos e vaqueiros destemidos. Temos, no Maranhão, o Boi-à-Serra; em Santa Catarina, o Boi-de-mamão, no Pará, a Dança do Boi, em São Paulo e em Mato Grosso; o Boi-à-Serra; Luiz Câmara Cascudo, em seu "Dicionário do Folclore Brasileiro", nos fala sobre a origem dessas danças no Brasil: "Pelas regiões da pecuária, vive uma literatura oral louvando o boi, suas façanhas, agilidade; força, decisão. Desde fins do século XVIII os touros valentes tiveram poemas anônimos, realçando-lhes as aventuras bravias." Houve tempo em que o Boi-à-Serra foi muito difundido em Mato Grosso, principalmente nas localidades de Santo Antônio do Leverger, Varginha, Carrapicho, Engenho Velho, Bom Sucesso e Maravilha, onde existiam grandes canaviais e a atividade econômica predominante eram os engenhos de açúcar. A dança do Boi-à-Serra hoje, consegue ainda manter suas características iniciais apenas na localidade de Varginha, no município de Santo Antônio do Leverger. Lá as pessoas ainda cantam uma toada que conta toda a trajetória de vida e morte de um boi que é capturado por destemidos vaqueiros, enquanto dançam. Em outras localidades, como em Cuiabá e Santo Antônio do Leverger, encontramos a dança do Boi-à-Serra já muito modificada, ou inserida num outro folguedo popular: O Siriri. ÉPOCA EM QUE SE REALIZA - O Boi-à-Serra é um folguedo do carnaval mato-grossense. Durante os festejos do carnaval, as pessoas brincavam ou ainda brincam, em alguns lugares, o Siriri, o Entrudo, o Boi-à-Serra e também o Cururu, que é uma manifestação quase sempre ligada à religiosidade do povo. Porém, segundo alguns tiradores, o Boi-à-Serra pode ser dançado em qualquer festa. O NOME DO BOI - É comum, nas localidades onde existe a dança do Boi-à-Serra, o responsável por sua confecção dar o nome ao boi. Este nome é dado através de alguma característica que o mesmo tenha, ou seja, devido à cor do tecido que o reveste, ao brilho deste ou a alguma parte cômica da figura do boi. DANÇA DO CHORADO - Dança afro, da região de Vila Bela da Santíssima Trindade, surgiu no período colonial, quando escravos fugitivos e transgressores eram aprisionados e castigados pelos Senhores e seus entes solicitavam o perdão dançando o Chorado. Com o passar do tempo a dança foi introduzida nos últimos dias da Festa de São Benedito, pela mulheres que trabalhavam na cozinha. Com coreografia bem diferente da demais danças típicas, são equilibradas garrafas na cabeça das dançarinas que cantam e dançam um tema próprio. Procuram manter a garrafa na cabeça, para mostrar que estão sóbrias, isto é, que apesar da festança ninguém está embriagado. Este passou a ser o significado atual da Dança do Chorado. DANÇA DO FACÃO - Uma das manifestações de maior destaque no interior mato-grossense, é a Dança do Facão. É um folguedo tipicamente gauchesco, sendo apresentado principalmente nos CTGs - Centro de Tradições Gaúchas, esparramados por todos os rincões do Estado, inclusive na capital, Cuiabá. Esta dança masculina de esgrima, na qual se usam facões, espadas ou adagas, são conhecidas na Ásia, na Europa Oriental e na África muçulmana, como treino e lazer em áreas de grande concentração masculina. Cada dançarino com dois facões afiados, valendo a destreza, a acuidade e os reflexos rápidos. agrada a todos que vêem, pela riqueza do figurino e agilidade dos dançarinos. DANÇA DOS LENÇOS - A dança originária da cidade pantaneira de Barão de Melgaço, criada por dona Leodina Oliveira da Silva. Segundo a própria Leodina, esta expressão saiu dos passos do Siriri, chamado Barco do Alemão. A dança é uma declaração de amor no sentido mais singelo e sublime. É uma dança antiga, com o propósito de apresentar as moças donzelas descomprometidas para os rapazes durante as festas regionais, tida como o “debut pantaneiro”. A dança é composta por passos oriundos do siriri, dançada ao som de conjunto regional, caracterizada pelos lenços, e fitas que adornam os vestidos rodados e alegres e as mãos das moças dançarinas. É uma dança delicada, com coreografia suave. XOTE - Dança de origem alemã ou húngara, trazida para Espanha e Portugal, mais tarde para a América, a qual fixou-se no sul e nordeste brasileiro. O nome vem do alemão Schottish, parecido com a mazuca e com a polca. No sul é mais conhecido no Rio Grande do Sul, na Província de missiones ( Argentina) e algumas regiões fronteiriças do Uruguai. Tornou-se dança popular, criando característica própria. Veio para o Mato Grosso com os gaúchos e nordestinos, especialmente a partir dos anos setenta. VANERÃO - Assim como vanera, vanerinha, segundo o pesquisador Paixão Côrtes, nasceu da habanera e esta por sua vez nasceu em Havana - Cuba. Daí o seu nome habanera que quer dizer de habana. A habanera foi a primeira música genuinamente afro-latino-ameriacana que foi levada para salões europeus do século XVII. Mais tarde, já deformada na sua estrutura primordial devido às modalidades nelas aplicadas pelos músicos europeus, voltou com os imigrantes portugueses e espanhóis, alojando-se em diversas cidades da América Latina. De acordo com nossas pesquisas, a habanera deu origem ao maxixe brasileiro, e a grande expressão popular argentina, o tango. Quanto ao vanerão, foi mais uma alteração dessa música e se tornou, ao lado do xote, bugio, fandango, etc, uma das danças populares do Rio Grande do Sul. Também foi trazida a Mato Grosso pelos povos do sul. CATERETÊ/CATIRA - De provável origem indígina, disseminada nas regiões sudeste e Estado de Goiás. É dançada em fileiras opostas e cantada, cujo nome indica origem tupi, mas que coreograficamente se mostra muito influente pelos processos de dançar catira. O cateretê é cultivado em Mato Grosso na região do Médio Araguaia. De origem híbrida, com influências indígenas, africanas e européias, a catira (ou "o catira") tem suas raízes em Goiás, norte de Minas e Interior de São Paulo. A coreografia é executada a maioria das vezes por homens (boiadeiros e lavradores) e pode ser formada por seis a dez componentes e mais uma dupla de violeiros, que tocam e cantam a moda. É uma dança típica do interior do Brasil, principalmente na área de influência da cultura caipira (São Paulo, norte do Paraná, Minas Gerais, Goiás e partes do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul). A coreografia da Catira é quase sempre fixa, havendo poucas variações de uma região para outra.E uma espécie de sapateado brasileiro executado com "bate-pé" ao som de palmas e violas.Normalmente é apresentada com dois violeiros e dez dançadores. BUGIOS E MOURISQUEIROS - Dança popular gaúcha, considerada a mais autêntica de todas as outras. A Festa da Bugiada é uma manifestação popular tradicional que se realiza anualmente, no dia 24 de junho, sob a invocação de São João, na vila de Sobrado, município de Valongo. É uma tradição antiquíssima, que se desenrola sob a forma de uma luta entre mouros e cristãos, designados localmente por Mourisqueiros e Bugios, respectivamente. A Festa da Bugiada tem por detrás uma lenda transmitida oralmente de geração em geração, que remontaria ao tempo em que os muçulmanos ocuparam boa parte da Península Ibérica. Essa lenda dá conta da disputa de uma imagem milagrosa de São João, detida pelos bugios, a que os mourisqueiros pretenderiam também recorrer para salvar a filha do seu rei. Esta manifestação desenrola-se sob a forma de danças. Os bugios, sob a condução do Velho da Bugiada, vão mascarados, vestidos de roupas garridas, levam penachos de fitas na cabeça, guizos por todo o corpo e castanholas nas mãos. São, habitualmente, em número de várias centenas, de todas as idades, e fazem uma enorme algazarra. São o lado folião e telúrico da festa. Os mourisqueiros são comandados pelo Reimoeiro. São rapazes solteiros, em número de algumas dezenas. Usam um fato colorido e listado, na cabeça levam uma barretina cilíndrica, ladeada de espelhos e encimada de plumas, usam polainas e, na mão direita, transportam uma espada. São o lado organizado, apolíneo, militar, da festa. O bugio apareceu em Mato Grosso com o movimento migratório gaúcho. MODA DE VIOLA - Canção rural a duas vozes, em terças, com acompanhamento de viola de pinho. Seus temas enfocam sagas de boiadeiros, amores não correspondidos e sempre cantada com vernáculos locais. Em Mato Grosso é facilmente encontrada em toda extensão araguaiana, trazida pelos migrantes de Minas Gerais, São Paulo e Goiás, onde é muito comum. PASTORINHAS OU PASTORIL - Pequena representação dramática, composta de várias cenas (jornadas), durante as quais se sucediam cantos, danças, partes declamadas e louvações e que se realizava diante do presépio, entre o dia de natal e o de Reis, para festejar o nascimento de Jesus. Folguedo comum em Barra do Garças - Vale do Araguaia. MÚSICA NORDESTINA - Denominação dada a toda nebulosa telúrica da cultura musical nordestina que possui vários ritmos, entre folguedos e cantorias. Em Mato Grosso o chamado forró é mais conhecido devido a ser uma coletânea de danças populares nordestinas, como o baião, xaxado, chote. A música nordestina influenciou Mato Grosso em toda região do Vale do Araguaia e norte do Estado, principalmente depois da fundação de Brasília. Fonte: Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso

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A fruta Guavira:

Fruta típica do Cerrado, guavira é símbolo de Mato Grosso do Sul. Em matéria, o Globo Repórter já mostrou que em Mato Grosso do Sul a guavira é considerada uma fruta da resistência, porque depois da estiagem, começa a chuva e aí, sim, as frutas aparecem nos guavirais nativos. E tem de coletar rápido porque elas amadurecem e duram no máximo duas semanas. Ficam assim. Em cachos. Verde e amarelo: a cor do Brasil. No laboratório de tecnologia de alimentos foi confirmado que a guavira tem mais vitamina C do que a laranja. Em algumas espécies, foi encontrado quase 20 vezes mais vitamina C do que a laranja. A cor amarela indica a presença de betacaroteno, que se converte em vitamina A; tem potássio, que ajuda a manter o vigor muscular; cálcio e fósforo, que deixam os ossos e dentes fortes; e magnésio, importante na digestão.