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No comando: Gilberto E. – Produtor e Programador

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No comando: No Quintal De Casa – Com Natal De Barros

Das 04:00 as 07:30

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No comando: Sabadão Sertanejo – Jota Carlota

Das 05:00 as 09:00

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No comando: Encontro Rural – Carlos Cesar

Das 05:30 as 09:00

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No comando: Guavira Noticias – Reinaldo Santos

Das 07:30 as 08:00

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No comando: MÚSICA E INFORMAÇÃO, COM CARLOS CESAR

Das 08:00 as 11:30

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No comando: O Domingo É Nosso – Natal De Barros

Das 09:00 as 12:00

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No comando: Manhã 103 de Sucessos – Wilson Papareli

Das 09:00 as 12:00

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No comando: De Primeira – Ricardo Capriotti

Das 11:30 as 12:30

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No comando: Hora 103

Das 12:00 as 13:00

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No comando: PROGRAMA ROBERTO & MEIRINHO

Das 12:00 as 14:00

Leocir Munhoz
(Depto. Vendas e Locutora)
No comando: Viva a vida – Leocir Munhoz

Das 12:00 as 14:00

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No comando: Guavira e as Brasileiras

Das 13:00 as 15:00

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No comando: PROGRAMAÇÃO 103/ FUTEBOL E MÚSICAL

Das 14:00 as 04:00

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No comando: Programa Mais Música – Edezio Vieira

Das 14:00 as 17:00

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No comando: Jornada Esportiva – Rogerio Assis

Das 14:30 as 17:00

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No comando: Coração Sertanejo – Reinaldo Santos

Das 15:00 as 19:00

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No comando: Relíquias da 103 – Reinaldo Santos

Das 17:00 as 20:00

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No comando: DJ GUAVIRA FM

Das 20:00 as 05:30

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No comando: Jornada esportiva – Ulisses Costa

Das 20:30 as 22:45

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No comando: A Voz do Brasil- Equipe Voz do Brasil

Das 22:00 as 23:00

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No comando: Automatico

Das 23:00 as 04:00

Prisão de Guantánamo; Detento mais velho pode morrer sem ter sido acusado

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Saifullah Paracha era um homem de negócios bem-sucedido, formado nos EUA, casado e com filhos. Dono de uma produtora de vídeo e de uma fábrica de sacos de cimento, tinha bom faro para negócios e era respeitado no seu país natal, o Paquistão. Hoje, é o prisioneiro mais velho de uma prisão feita para abrigar acusados de terrorismo.

Em 1999, Paracha fez parte de uma delegação paquistanesa que visitou o Afeganistão, com o objetivo de estreitar laços com o país vizinho. Durante a viagem, o grupo teve uma audiência com um respeitado líder conservador que vivia como convidado do regime talebã. Esse homem se chamava Osama Bin Laden.

Na época, Bin Laden já era procurado por autoridades norte-americanas por financiar atos terroristas, como os atentados contra as embaixadas dos EUA no Quênia e na Tanzânia, em 1998. Mas ainda tinha prestígio em vários países do Oriente Médio.

O paquistanês contou que gostou de Bin Laden. Tanto que chegou a convidá-lo para um programa sobre religiões que pretendia produzir. O que ele não imaginava era que aquele encontro, além de outros dois, acabaria com sua vida.

O mais velho de Guantánamo

Hoje, Saifullah Paracha é o prisioneiro mais velho dos 40 que ainda vivem na prisão de Guantánamo, a penitenciária militar que os Estados Unidos mantém em Cuba desde o início da chamada “guerra ao terror”, no início do século. Muitos colegas o chamam de “tio”.

Ele foi preso em 2003, logo após chegar a Bangkok para uma reunião com o sócio. Seu filho mais velho, Uzair, foi detido pelo FBI alguns meses antes, em Nova York. Ambos perderam a liberdade por, supostamente, ajudar a Al-Qaeda.

Saifullah jamais teve acesso a todo o teor das acusações que o levaram à cadeia. Ele nunca foi acusado ou processado formalmente, nem teve a chance de se defender. E a comissão que revisa as situações dos detentos de Guantánamo não o libera.

Com a saúde prejudicada, ele tem problemas cardíacos, diabetes e psoríase. Segundo seu advogado, ele foi levado duas vezes à unidade de terapia intensiva da prisão nos últimos meses. Tem grandes chances de morrer sem saber porque o governo norte-americano o manteve preso durante tantos anos.

Cartão de visitas

Nos depoimentos que deu dentro da cadeia, Saifullah contou que em 2002, meses após os atentados de 11 de Setembro, ele recebeu a visita de um homem que se apresentou como Mir. Ele trazia um cartão de visitas que o paquistanês havia dado a Bin Laden.

Mir pediu que o filho de Salfullah, Uzair, ajudasse Malid Khan, um jovem paquistanês cujos pais tinham morado nos EUA, a obter um visto de permanência no país. Uzair ia para Nova York para uma viagem de negócios, e aceitou.

O rapaz recebeu a instrução de ligar para a imigração usando um telefone público e se fazendo passar por Khan. Ele também deveria movimentar a conta bancária e usar cartões de crédito do outro, para que as autoridades norte-americanas achassem que Khan se encontrava no país.

Arquiteto do atentado

Em março de 2003, quando Uzair já estava em Nova York, Saifullah viu na TV que Mir havia sido preso na cidade de Rawalpindi e descobriu sua verdadeira identidade: era Khalid Sheikh Mohammed, o homem que planejou o atentado contra o World Trade Center.

Alguns dias depois, Malid Khan também foi preso no Paquistão. Durante o interrogatório, sob tortura, ele soltou os nomes de Saifulla e Uzair Paracha como colaboradores da Al-Qaeda. Mohammed fez o mesmo, depois de passar por vários processos de tortura por afogamento.

O terrorista disse que Saifullah tinha ajudado a Al-Qaeda a fazer um esquema para contrabandear explosivos para os EUA, junto com um sócio. Essa pessoa na verdade era o sobrinho de Mohammed, Ammar al-Baluchi.

Baluchi foi detido pouco tempo depois e todas as vezes que prestou depoimento negou veementemente que Paracha soubesse com quem estava lidando ou tivesse participação na Al-Qaeda.

Sem advogado

Mesmo assim, o FBI prendeu Uzair em Nova York, no fim de março. Durante mais de 4 horas de depoimento aos agentes, sem direito a chamar um advogado, o filho acabou dizendo que o pai poderia ser participante da organização.

Saifullah foi preso em maio de 2003, levado para um local desconhecido na Tailândia e torturado. Ele disse ao advogado que pretendia colaborar com os investigadores e que jamais imaginava que seria acusado de ser um combatente da Al-Qaeda. Está detido até hoje, considerado um combatente da Al-Qaeda.

Novo julgamento

Uzair foi julgado nos EUA e condenado a 30 anos de prisão, por supostamente ser um membro da Al-Qaeda. Passou por diversas prisões de segurança máxima nos últimos 15 anos, mas neste ano um juiz federal anulou seu julgamento e disse que o processo deveria ser refeito, por não considerar provas importantes.

O pai, por sua vez, depende de uma decisão favorável que, provavelmente, não virá a tempo. Ele entrou em uma categoria criada no governo de Barack Obama, de prisioneiros “inocentes demais para serem condenados” e “perigosos demais para serem soltos”, que justifica o fato de a prisão não ter sido fechada como o presidente havia prometido.

Em setembro deste ano, o comitê de revisão determinou que manter o paquistanês preso era necessário para proteção contra uma “ameaça significativa contra a segurança dos Estados Unidos”.

“As declarações do prisioneiro sobre sua mentalidade e potencial para voltar ao terrorismo não têm credibilidade, devido a toda a minimização de suas interações com a Al-Qaeda e por não exibir remorso pelas ações que ele admite ter feito e a desonestidade em suas respostas para o comitê”, afirmaram os revisores em um comunicado.

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